quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Diocese de Pesqueira realiza o 1º módulo da Escola de Perdão e Reconciliação (ESPERE)
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Por Giselle Cavalcanti e Risaldo Gomes, Agentes da Cáritas Diocesana de Pesqueira

Nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro, no Condomínio Giovanna Bergese, na cidade de Pesqueira/PE, a Diocese de Pesqueira, através da Cáritas Diocesana realizaram o 1º módulo da Escola de Perdão e Reconciliação (EsPeRe), como uma das atividades alusivas ao centenário da Diocese de Pesqueira.
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A vice-presidente da Cáritas Diocesana, Irmã Aparecida Mácoris, acolheu as lideranças paroquiais. A facilitadora foi Irmã Maria do Socorro Medeiros Dantas, que atualmente é a Coordenadora Nacional da Rede Brasil da Escola de Perdão e Reconciliação, um programa de formação para a Cultura de Paz.
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Segundo a Agência Ecclesia “As ESPERE nasceram com o objetivo de colaborar com os esforços de paz na Colômbia e surgiram na sua capital, Bogotá, na primeira década do século XXI por iniciativa do missionário da Consolata, o padre Leonel Narvaez Gomez. As Escolas de Perdão e Reconciliação têm atualmente núcleos ativos em 18 países, a maioria na América Latina, como Brasil, México, Chile, Argentina; na América do Norte, nos Estados Unidos, em África, no Uganda, na Europa estão presentes em Portugal e ainda na Síria e no Iraque”.
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Coincidência feliz foi que no Evangelho (Mt 5,38-48) do final de semana, Jesus faz uma crítica ao sistema ‘Olho por olho e dente por dente’, promovendo a cultura de paz: ‘Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem’.
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Desta forma, o Nazareno nos motiva a promover a justiça restaurativa que, mais que condenar, procura responsabilizar e recuperar o ofensor, e tentar que a vítima não se transforme também ela num ofensor, caindo assim no ciclo vicioso da violência, conforme a metodologia da ESPERE.
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O 1º módulo atendeu as expectativas dos participantes, motivando-os a continuar na caminhada, a fim de, criar uma grande rede de multiplicadores aptos a exercer as práticas através da mediação de conflitos nos espaços em que estão inseridos.

Cáritas Diocesana, Cáritas Paroquial e Paróquia São Félix de Cantalice visitam Comunidade Mundo Novo


Na quinta-feira, 16 de fevereiro, o articulador da Cáritas Diocesana de Pesqueira, Risaldo Gomes, o pároco da paróquia São Félix de Cantalice, Pe. Luiz Benevaldo, e a presidente da Cáritas Paroquial Santana de Buíque, Lucicliede Barbosa, visitaram a Comunidade Mundo Novo, cidade de Buíque/PE.
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A comunidade é formada por famílias descendentes de escravos que, assim como a maioria das comunidades quilombolas ou indígenas, viu boa parte de seus costumes e cultura sendo colocadas de lado no avanço das gerações que, aos poucos, foram aderindo ao estilo de vida imposto pela modernidade.
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Atualmente, procuram resgatar a cultura e parte dos costumes da comunidade, além de uma luta para conseguir o registro da terra quilombola. Sem nenhum recurso, organiza reuniões e festas típicas que eram realizadas nos primórdios da comunidade. O objetivo é unir os moradores para lutar por sua cultura e seus direitos.

O fundador do quilombo, Antônio Martiniano fugiu de um engenho em União dos Palmares, Alagoas, foi recapturado e forçado a ir trabalhar num engenho de açúcar na Zona da Mata do Recife. Estima-se que chegou em Buíque, agreste pernambucano, nas últimas décadas do século XIX. Morreu ali mesmo, no Quilombo que ajudou a formar, com mais de 100 anos.
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Hoje, dona Josefa Martiniano, descendente de Antônio Martiniano, é a matriarca da família. Dona Josefa zela por manter viva a tradição familiar, através de confecção de figurino (Roupas coloridas de chita); Estímulo do samba de Coco/Massuca - gênero muito expressivo que utiliza para a execução do seu ritmo tanto os pés quanto as mãos. Os moradores desse lugar mantêm a tradição de para batucar, cantar e dançar o Coco; Capoeira; Culinária - Xerém com galinha de capoeira, mocotó e fubá torrado.
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Atualmente, a comunidade sonha em obter o registro da terra quilombola. Com a posse de suas terras, os quilombolas têm ainda mais facilidade de acesso a uma série de programas do governo federal.

Cáritas Diocesana participa de reunião do Conselho Diocesano de Pastoral

No sábado, 11 de fevereiro, a Cáritas Diocesana de Pesqueira, participou no Seminário São José, na cidade de Pesqueira/PE, da primeira reunião do ano de 2017 do Conselho Diocesano de Pastoral (CDP).
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O Conselho Diocesano de Pastoral é um grupo de homens e mulheres – casados, solteiros, jovens, clérigos, religiosos/as, que assume, junto com o bispo da diocese, a condução dos trabalhos pastorais na diocese.
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Nesta primeira reunião o bispo diocesano, Dom José Luiz Ferreira Salles, contou com a assessoria do coordenador diocesano de pastoral, Pe. Marconni Barbosa. Durante a conversa, foram abordados alguns assuntos, como, a nova composição do CDP, o calendário diocesano, Campanha da Fraternidade 2017, a conjuntura eclesial diocesana e Sínodo Diocesano.
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A vice-presidente da Cáritas Diocesana, Irmã Aparecida Mácoris, concluiu o momento com oração do Sínodo Diocesano, pedindo que Deus nos ajude a ser servidores do Reino de vida plena, planejando a pastoral com os pobres e sofredores e que envie o Espírito Santo para renovar a Diocese de Pesqueira.

PLANEJAMENTO 2017

Na última sexta-feira, 03 de fevereiro, a Cáritas Paroquial Santa Clara de Assis, da cidade de Tupanatinga/PE realizou o seu planejamento 2017. Junto com alguns membros da diretoria e com os/as educadores/as do Projeto Crescendo com Cidadania.
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O grupo acredita que 2017 será um ano de bons resultados, acreditando sempre em dias melhores. E para isto, foi feito um poema servindo como uma inspiração.
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PLANEJAMENTO 2017
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A Cáritas Paroquial Santa Clara de Assis
em comunhão com a Cáritas Diocesana de Pesqueira
Forma crianças e adolescentes
Em especial os mais carentes
mostrando que o Evangelho é a verdade
E que Jesus é própria Solidariedade
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A Cáritas Paroquial Santa Clara de Assis
É bom ressaltar
Está situada em Tupanatinga – PE
De forma colegiada o planejamento vamos aprovar
O Espírito Santo sempre a comandar
E a Solidariedade sempre a iluminar
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O Projeto Crescendo com Cidadania
Na arte da pedagogia
Cuida das crianças que vivem a perecer
“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”
Formando cidadãos no intuito de se defender
Colocando amor no coração para se abastecer
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Risaldo Gomes, Núcleo de Articulação da Cáritas Diocesana de Pesqueira

Seminaristas visitam sede da Cáritas Diocesana de Pesqueira

Num misto de alegria e descontração, os seminaristas da Diocese de Pesqueira, visitaram a sede da Cáritas Diocesana, na última quinta-feira, 26 de janeiro. O intuito da visita foi compreender o papel da Cáritas no território da Diocese.
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Depois de ouvir os relatos dos agentes Cáritas, os seminaristas foram divididos em grupos. Foi entregue fotos de algumas ações realizadas pela instituição e pedido a eles para expressar o que é Ser Agente Cáritas.
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O resultado foi surpreendente e muito criativo, onde eles destacaram: Ir ao encontro; Acolher; Amar; Inserir; Igreja em saída; Partilha; Evangelho; Dignidade; Uma ação que cativa e evangeliza; Um olhar de amor; Amar e servir.
Um dos grupos sugeriu o versículo bíblico: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” – Jo 10,10.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Ação URGENTE contra a PEC 215 - sua ajuda é fundamental

PAZ E BEM!
Car@s amig@s,

Como vcs devem estar acompanhando, a ofensiva contra os povos indígenas no Congresso Nacional está extremamente grave e preocupante, assim como a violência nos territórios.

Duas propostas bastante perigosas podem ser aprovadas hoje no Congresso (PEC 215 e PL do Romero Jucá). Para garantir a aprovação delas, desde a manhã de hoje, o Congresso (a "Casa do Povo") está praticamente fechado. 60 lideranças indígenas estão do lado de fora e não podem participar das audiências que pretendem retirar seus direitos.

Várias organizações da sociedade civil estão realizando diversas ações com o objetivo de resistir a todo esse processo.

Nesse sentido, gostaria de pedir que tod@s vocês enviassem um e-mail ao presidente da Câmara, Henrique Alves, e ao presidente da Comissão Especial da PEC 215, Afonso Florence, pedindo que a PEC 215 seja rejeitada por eles. Basicamente, é só copiar e colar no e-mail de vcs e enviar.

Sei que a vida de tod@s é bastante corrida, mas se vcs puderem gastar DOIS minutos nessa ação, ela pode ter efeitos. Já conseguimos impactar bastante com campanhas simples como esta antes.

Os e-mails dos deputados são:


O texto sugerido a ser enviado é este (fiquem à vontade para alterar, do modo como acharem mais conveniente):


Ao deputado federal Henrique Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara dos Deputados,

Ao deputado federal Afonso Florence (PT-BA), presidente da Comissão Especial da PEC 215,


               Venho através desta mensagem expressar minha indignação e repúdio às ofensivas contra os direitos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais que tomam força no Congresso Nacional atualmente, especialmente à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215. Esta proposta poderá ser aprovada nesta semana, conforme planeja a bancada ruralista após as manobras realizadas na Câmara dos Deputados na semana passada, que ferem o próprio regimento da Câmara dos Deputados.

               É de amplo conhecimento da sociedade que se a prerrogativa da demarcação de terras indígenas, da titulação de territórios quilombolas e da criação de unidades de conservação passar para o Congresso Nacional haverá uma total paralisação na criação destas áreas no Brasil. Além disso, o parecer desta PEC autoriza a revisão das terras indígenas que já estão demarcadas, o que coloca em risco a autonomia e a própria vida de todos os povos indígenas do Brasil.

               Entendo que a PEC 215 é uma afronta aos direitos constitucionais conquistados com muito esforço e sofrimento pelos povos e comunidades tradicionais e que esta proposta significa a morte dos seus modos de vida, já que sem os seus territórios eles não têm condição de serem indígenas e quilombolas.

               Também é fundamental que os senhores considerem o fato de que a Justiça Federal do Mato Grosso decidiu enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o processo que investiga possível envolvimento do deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), na compra de um parecer sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215 e de seu colega Nílson Leitão (PSDB-MT), vice-presidente da Comissão Especial que analisa esta PEC, na invasão da Terra Indígena (TI) Marãiwatsédé, no Mato Grosso. Escutas do Ministério Público Federal e da Polícia Federal identificaram um possível esquema de produtores rurais do nordeste do Mato Grosso para pagar R$ 30 mil a um lobista da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para elaborar parecer sobre a PEC.

               Desse modo, dada a gravidade dos fatos aqui elencados, peço que os senhores façam todo o esforço no sentido de rejeitarem definitivamente esta PEC 215.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Carta a João Batista



Caro, João Batista, tudo bom?
Escrevo estas linhas porque quero aprender contigo, querido João.
Aprender a ser humilde com as pessoas e com a Natureza.
Tu tão sábio e tão frágil diante de um Deus altíssimo. Tu disseste: Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias, conf. João 1, 27. Que bonito!Que profundo!
Olha João, às vezes penso que sou cristão, mas minhas atitudes são tão desprezíveis, nem parece com tua convicção evangélica e teu amor a Deus. Quantas vezes me encho de orgulho porque vou à missa, participo ativamente da Eucaristia, rezo o terço, porém meu testemunho é tão desumano!
Quero aprender contigo, João. Ensina-me, meu caro. Ensina-me a ser gente. Ensina-me a respeitar o próximo. Ensina-me ser de Deus. Ensina-me a amar e m nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
Porque ser bom é Bom!